Alumni Spotlight: Júlia Bianchini

Entrevista com a alumna Júlia Bianchini

Que profissão você deseja exercer? Quais são suas expectativas quando se trata de estudar no exterior e iniciar uma carreira profissional?


Na Universidade Brown, o curso seria Biomedicina e Biologia Molecular. No final, o que eu quero fazer é biologia molecular direcionada a trabalhos de pesquisa. Tenho duas áreas de interesse: tratamento de câncer e doenças infecciosas. Também tenho interesse em desenvolvimento de vacinas, seguir carreira nesse caminho.


No Brasil, não existe emprego para a área que eu escolhi, então, se eu quisesse ficar, teria que exercer como professora, principalmente como professora universitária, e não é uma coisa que eu quero. Com a oportunidade de estudar nos Estados Unidos, tenho a chance de trabalhar exclusivamente com pesquisa dentro de uma universidade, sendo assistente de professores ou trabalhando em laboratórios. O salário para essa área é muito bom e, além disso, eu teria muito espaço e recurso para pesquisas.


Você vai frequentar a Universidade Brown ou outra universidade no exterior?

Tem alguma previsão de quando você começará os estudos?


Ainda não sei! Depende do valor da bolsa de estudos que será definida, mas estou entre a Universidade Brown e a Universidade de Kentucky, que é a minha segunda opção, e também uma ótima faculdade. Eu adoro a cidade e o local, e não vou ficar nem um pouco triste se eu tiver que ir para lá. Na Universidade de Kentucky, eu já tenho bolsa definida; na Brown, ainda preciso definir. Mas estou meio indecisa entre as duas, independentemente da bolsa de estudos. Quanto à data, independente da universidade que escolher; vou começar os estudos em agosto deste ano.


Quais são suas expectativas com a nova rotina que está por vir, sabendo que vai morar sozinha em outro país?


Estou muito ansiosa, porque acho que isso vai me dar uma liberdade que eu não tenho e não teria aqui. Não porque meus pais não permitissem, mas, sim, porque acredito que lá eu teria uma liberdade diferente, como a de ir e vir sem depender de carro, por exemplo. Vou poder experimentar coisas novas, novas comidas, nova cultura, até mesmo o clima, que é muito diferente do que temos no Brasil. Eu sei que vou ter que me adaptar bastante! Escolhi o lugar e a faculdade porque quero aprender a viver naquele tipo de ambiente. Acredito que vai ser muito bom pra mim.


Você acredita que estudar na Escola das Nações influenciou sua decisão de estudar no exterior?


Na verdade, estudar na Escola das Nações foi o que me apresentou essas oportunidades. Eu não conhecia as chances que nós poderíamos ter e não tinha pensado em estudar fora antes de a própria escola começar a promover essas ideias.


De que você acha que vai sentir mais falta da Escola das Nações?


A relação com os professores. Eu nunca estudei em outra escola; estudo aqui desde o 1º Ano do Fundamental, mas, pelo que vejo de outras pessoas, é normal ter uma relação mais distante com os professores. Aqui, nós temos uma relação muito próxima. Se tivermos um problema, podemos falar direto com eles. É muito tranquilo, e eu sei que isso é uma coisa rara de achar.


Que conselho você daria aos estudantes que virão depois de você e querem estudar no exterior?


Comecem cedo! Aplicação para universidades de fora é um processo difícil e demorado, em que precisamos insistir. Eu comecei esse processo no 11º Ano, e foi muito complicado. Além disso, falo também que é muito importante manter as notas, prezar por notas boas, porque isso vai fazer toda a diferença.



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