Uma Reflexão sobre o Dia Internacional das Mulheres


A celebração do Dia Internacional da Mulher é um momento de reflexão sobre as contribuições das mulheres para o mundo e o princípio da igualdade entre homens e mulheres. Na Escola das Nações, são valores fundamentais promover a igualdade de gênero e transformar as jovens mulheres em agentes engajados na sociedade.


“O mundo humano é dotado de duas asas: uma é a mulher, a outra o homem. A ave só poderá voar quando ambas as asas estiverem igualmente desenvolvidas. Se uma delas permanece fraca, o vôo é impossível.” Mulheres e homens são as duas metades da humanidade. Se uma metade for menos desenvolvida, o todo sofrerá, e a humanidade não alcançará as alturas de progresso que pode e deve. O desenvolvimento da igualdade das mulheres afetará o futuro da humanidade em todos os aspectos. Embora tenha havido muitos avanços na participação das mulheres em muitos campos, ainda está longe de ser plena e igual, especialmente em papéis de liderança em todos os níveis da sociedade.


“Só quando as mulheres forem bem-recebidas em todos os campos de atividade, em condições de igualdade, é que se criará o clima moral e psicológico do qual poderá emergir a paz internacional.”

A Promessa da Paz Mundial, pp. 15-16.


Um ponto importante para engajamento é que as mulheres assumam mais papéis de liderança nas áreas industrial, governamental e científica em que, tradicionalmente, têm sido menos representadas. Historicamente, elas são identificadas como nutridoras, mães e personificação do lado compassivo da humanidade. Embora homens e mulheres possam manifestar toda a gama de qualidades humanas, do agressivo ao amoroso, há grande desequilíbrio em nosso mundo para a empatia, a conexão e o espírito de serviço associados às mulheres. Se elas alcançarem maior participação nos órgãos de tomada de decisão, trarão mais diversidade de visão e equilíbrio às instituições e aos processos que afetam a mudança. Imaginem um mundo com maior foco em resolução de conflitos, direitos humanos, educação, saúde e bem-estar. As mulheres advogarão soluções para as injustiças sociais que são as principais causas de guerra.


Além disso, maior participação das mulheres afeta o sucesso de negócios e empresas. Segundo um relatório da Morgan Stanley, “mais diversidade de gênero, principalmente em ambientes corporativos, pode se traduzir em aumento de produtividade, maior inovação, melhores produtos, melhor tomada de decisão e maior retenção e satisfação dos funcionários” (Rhett Power - Mais mulheres em papéis de liderança).


Ao assumir o primeiro papel de liderança, tive a chance de observar mudanças esperançosas! Em 1999, tornei-me diretora de uma escola em Bucaramanga, Colômbia. Lembro-me de assistir à conferência internacional em Atlanta para líderes de escolas credenciadas nos EUA, na América do Sul e Central. A sala estava cheia de homens de terno escuro, a maioria com cabelos brancos. Fiquei assustada por ser tão jovem, inexperiente e feminina. Havia poucas mulheres em uma sala de centenas de homens. Todos pareciam muito confiantes em sua voz e projetavam uma presença poderosa - uma espécie de influência imperial. Mantive-me atrás de um leque de silêncio para disfarçar meu medo e a sensação de inadequação. Por sorte, um sábio consultor na área me encontrou escondida atrás de uma pilastra na hora do coffee-break e me perguntou se precisava de alguma ajuda como nova diretora. Ele me deu muitas dicas e me instruiu sobre como controlar o orçamento da escola e como lidar com reuniões do Conselho dirigidas principalmente por homens, poderosos empresários. E me ofereceu conselhos sobre outros aspectos essenciais para manter a escola no caminho de sua missão. Eu observava cuidadosamente os líderes-homens à minha volta e tentava me moldar sob as melhores práticas que demonstravam. Passaram-se anos para que eu desenvolvesse a coragem e as habilidades para expressar minha voz de maneira segura e acreditar nela. Ansiava por permanecer fiel aos mesmos valores e à visão que me motivaram trabalhar até 60 horas por semana ou mais e dedicar minha vida à educação. Minhas prioridades eram diferentes das de muitos líderes-homens (não melhores, mas divergentes). Demorou muito tempo para eu confiar na voz interior que Deus me deu e agir com a determinação e o tênue pragmatismo que muitos de meus colegas apresentavam.

Duas décadas depois, quando participo da mesma conferência anual em Atlanta, muitas mulheres estão presentes. Atualmente, há aumento significativo na participação feminina em cargos de chefia nas escolas, embora o número não exceda a um quarto dos líderes presentes. Muitas mulheres desempenham papéis secundários de apoio ao homem (líder), e isso ocorre em um campo fortemente dominado por professoras.


É ainda um desafio contínuo ter mulheres participando, proporcionalmente, nos assuntos do mundo e assumindo papéis de decisão na sociedade. A desigualdade de gênero é ainda mais evidente em outros campos. Por exemplo, mulheres representam 45% da força de trabalho de empresas qualificadas no grupo da S&P 500, mas apenas 4% atuam como CEOs dessas empresas (Catalyst, 2016).

De acordo com pesquisa da Statista de 2017, 43% dos entrevistados no Brasil e 41% nos EUA acreditam que o "papel das mulheres na sociedade é ser boas mães e esposas". Embora esses últimos papéis sejam fundamentais para uma sociedade saudável e produtiva, as mulheres podem e devem participar de todas as esferas da vida. A voz de uma mulher deve ser ouvida fora de casa. Os talentos e as capacidades dela não devem ser confinados em papéis limitadores baseados no viés de gênero. Especialmente neste novo século!


O empoderamento das mulheres, as oportunidades iguais de educação e participação criarão sociedades mais inclusivas, justas e progressistas. Como parceiras no processo de educação de cidadãos, incentivemos nossas jovens alunas a superar limitações estereotipadas, ter coragem de ser o que sonham e, acima de tudo, trabalhar com homens para tornar este mundo melhor.

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